quarta-feira, 27 de maio de 2009

As melhores cachaças do mundo

O Brasileiro não mais está se envergonhando do seu destilado. A boa e velha cachaça há muito deixou de ser uma bebida sem valor. Hoje é apreciada em confrarias, tem admiradores mundo afora e já conta com legislação específica. Fatores que, combinados, impulsionam um mercado promissor, com lucro de até 600 milhões de dólares ao ano.
São mais de 5 mil marcas de cachaça legalizadas no Brasil e uma produção de cerca de 1,4 bilhão de litros ao ano. Nessa conta estão desde cachaças artesanais que levam anos para ficarem prontas e podem custar até 500 reais a garrafa, até pingas industriais produzidas em algumas horas e vendidas a 2 ou 3 reais. Um abismo não só de preço, mas principalmente de qualidade. Dizer qual cachaça tem sabor mais intenso, melhor buquê, melhor aroma e, em especial, qual realmente vale o que se paga por um vinho importado (embora raramente custe tanto) não é tarefa simples. Por isso, reunimos 13 experts no assunto e pedimos que eles votassem nas melhores cachaças do Brasil. Apurada a votação, levamos o químico especialista em destilados Erwin Weimann, autor do livro Cachaça: a Bebida Brasileira, à Universidade da Cachaça, em São Paulo, onde, ao lado do chef Sérgio Arno, dono da casa, ele degustou e comentou cada uma das 20 escolhidas. Confira aqui quais são, segundo os bons entendedores, as melhores aguardentes do país.


20º Lugar Volúpia
Procedência: Alagoa Grande, PB
Graduação alcoólica: 42%
Envelhecimento: descansada um ano em freijó
Bebida de sabor forte e bastante pronunciado, a paraibana Volúpia é uma das duas representantes das cachaças nordestinas na votação dos especialistas. É descansada em freijó, uma madeira típica do Nordeste, raramente usada por outros produtores e que pouco interfere na bebida, o que explica a cor branca dessa aguardente.

19º Lugar GRM
Procedência: Araguari, MG
Graduação alcoólica: 41%
Envelhecimento: dois anos em carvalho, umburana e jequitibá-rosa
Cachaça envelhecida de excelente equilíbrio e harmonia. A combinação de três madeiras suaviza a força da umburana e proporciona um sabor palatável, puxado para o amargo.
18º Lugar Seleta
Procedência: Salinas, MG
Graduação alcoólica: 42%
Envelhecimento: dois anos em umburana
Envelhecida em umburana, a Seleta é um bom exemplo da presença dessa madeira, que empresta um gosto acre, forte e persistente por muito tempo. Recomendada aos que gostam de sabores intensos.
17º Lugar Abaíra
Procedência:Chapada Diamantina, BA
Graduação alcoólica: 42%
Envelhecimento: três anos em carvalho
Límpida e brilhante, com aroma suave. Nela prevalece o carvalho, que virou um símbolo de qualidade entre destilados, por causa dos whiskies e cognacs.
16º Lugar Lua Cheia
Procedência: Salinas, MG
Graduação alcoólica: 45%
Envelhecimento: entre dois e três anos em bálsamo
Das mais típicas de Salinas. O bálsamo confere a ela uma cor dourada e cintilante, além de trazer um sabor amadeirado e levemente apimentado.
15º Lugar Mato Dentro
Procedência: São Luiz do Paraitinga, SP
Graduação alcoólica: 41%
Envelhecimento: descansada oito meses em amendoim
Na variação Prata, a escolhida pelos votantes, ela é envelhecida em tonéis de amendoim, uma madeira neutra, que interfere pouco na aguardente, e dá coloração límpida. Tem sabor e aroma delicados, próximos da cana. Quase com "cheiro de roça".
14º Lugar Corisco
Procedência: Parati, RJ
Graduação alcoólica: 45%
Envelhecimento: dois anos em carvalho
"É uma cachaça jovem, que ainda precisa envelhecer", afirmam nossos conhecedores. A combinação de muito álcool e pouco envelhecimento, característica das cachaças de Parati, resulta numa bebida forte e picante. Boa representante das pingas da região.
 13º Lugar Sapucaia Velha
Procedência: Pindamonhangaba, SP
Graduação alcoólica: 40,5%
Envelhecimento: dez anos em carvalho
É do envelhecimento no carvalho que vem o sabor e o buquê acentuados. Criada em 1930, tem fama de ser produzida com extremo cuidado.
12º Lugar Indaiazinha
Procedência: Salinas, MG
Graduação alcoólica: 48%
Envelhecimento: oito anos em bálsamo
De cor dourada, passa por longo envelhecimento no bálsamo, o que dá a ela um sabor ligeiramente semelhante ao de amêndoa. "Para se beber de joelhos", diz Weimann.
11º Lugar Maria Izabel
Procedência: Parati, RJ
Graduação alcoólica: 44% (o rótulo indica, erroneamente, 42%)
Envelhecimento: entre um e quatro anos em carvalho
Suave, agradável, de baixa acidez. Aroma e sabor lembram a cana. Se destaca entre as cachaças de Parati pelo esmero da produtora e pelo uso do carvalho.
10º Lugar Piragibana
Procedência: Salinas, MG
Graduação alcoólica: 47%
Envelhecimento: 22 anos em bálsamo e carvalho
A Piragibana é harmônica, com sabor e aroma persistentes, ainda que delicados - resultado do longuíssimo envelhecimento em bálsamo e carvalho. Caso típico de influência da combinação de madeiras, aqui escolhidas por Juventino Miranda, o produtor.
9º Lugar Magnífica
Procedência: Miguel Pereira, RJ
Graduação alcoólica: 45%
Envelhecimento: três anos em carvalho
Uma cachaça equilibrada. Apesar dos 45% de graduação alcoólica, a Magnífica é uma bebida suave, que desce fácil e apresenta buquê simples de cana jovem. Sua cor límpida é mais um destaque.
 8º Lugar Armazém Vieira
Procedência: Florianópolis, SC
Graduação alcoólica: 44%
Envelhecimento: quatro anos em ariribá
O ariribá, madeira do litoral catarinense pouco usada no armazenamento de cachaças, tem interferência mínima na bebida e permite que ela envelheça sem afetar o gosto da cana. Desce macia, segundo os especialistas, pois o frescor da cana equilibra bem com a madeira.
7º Lugar Casa Bucco
Procedência: Passo Velho, RS
Graduação alcoólica: 40%
Envelhecimento: dois anos em bálsamo e carvalho
Seu aroma e o sabor de carvalho são persistentes e lembram um bom brandy. É ácida e um pouco forte, sabores típicos de um terroir com pH elevado. Para quem gosta de carvalho e de tudo o que a madeira
empresta à bebida.
 6º Lugar Boazinha
Procedência: Salinas, MG
Graduação alcoólica: 42%
Envelhecimento: dois anos em bálsamo
Cor brilhante e viscosidade perfeita, com forte presença do bálsamo no aroma e no sabor, que persistem longamente. A Boazinha é uma clássica representante de Salinas, por causa da influência da madeira: cor bem amarelada e sabor marcante.
5º Lugar Claudionor
Procedência: Januária, MG
Graduação alcoólica: 48%
Envelhecimento: entre um e meio e dois anos em carvalho
A cidade de Januária já foi sinônimo da bebida, mas perdeu a vez para Salinas como região emblemática da cachaça mineira. A Claudionor, porém, é ótima opção para quem gosta de cachaça à moda antiga, forte, com muito gosto de cana. Para adequar-se à nova legislação, teve de reduzir seus 54% de graduação alcoólica para "apenas" 48%. Transparente, apesar de bem envelhecida, Claudionor tem buquê neutro, de cana madura e bem descansada, cujo gosto persiste na boca. É uma cachaça com corpo, equilibrada, perfeita para quem foge das madeiras.
4º Lugar Germana
Procedência: Nova União, MG
Graduação alcoólica: 40%
Envelhecimento: dois anos em carvalho e bálsamo
Facilmente reconhecida numa prateleira devido à embalagem, a garrafa da Germana é toda revestida de folhas secas de bananeira por mulheres artesãs do Engenho de Nova União. O objetivo é proteger a bebida da luz e do calor e assim manter suas características. Antes de ser engarrafada, a Germana envelhece dois anos em tonéis de carvalho e bálsamo. O resultado é uma cachaça suave, com sabor sutil, que pode agradar também ao público leigo.
3º Lugar Canarinha
Procedência: Salinas, MG
Graduação alcoólica: 44%
Envelhecimento: três anos em bálsamo
A procedência e o sobrenome do produtor são belas credenciais. Produzida em Salinas, a Canarinha é feita por Noé Santiago, sobrinho de Anísio Santiago, criador da famosa cachaça Havana (veja abaixo). Antes de ser embalada nas tradicionais garrafas de cerveja, ela é envelhecida por três anos em tonéis de bálsamo, o que lhe confere uma cor suave, amarelinha, e um sabor levemente apimentado, típico das aguardentes de Salinas. Para Weimann, a cor dourada como um champagne, o sabor frutado e o buquê de flores do campo e capim fazem a diferença. "É uma cachaça das mais puras, equilibrada, persistente e excelente", garante Weimann.
2º Lugar Anísio Santiago
Procedência: Salinas, MG
Graduação alcoólica: 44,8%
Envelhecimento: entre seis e oito anos em carvalho e bálsamo
Anísio Santiago é mais que uma cachaça - é um mito. Forte, com cheiro de madeira seca, um leve amargor que permanece na boca, sabor e aroma persistentes. "O segredo de Anísio é a combinação de madeiras diversas. Não é perfeita, é mais uma boa cachaça, um ícone a ser reverenciado", diz Weimann. E que se tornou mitológica devido a uma questão judicial: a Havana perdeu o nome e foi rebatizada como Anísio Santiago. Hoje, uma garrafa antiga de Havana chega a custar mais de 20 mil reais. "É o marketing 'cubano': 'a gente faz por gosto, dane-se o mercado, quem quiser que corra atrás'. Ainda que haja uma dúzia de cachaças tão boas quanto ela por 10% do preço", diz o jornalista Ronaldo Ribeiro, autor de várias reportagens sobre a Havana. O preço de uma Anísio Santiago varia bastante, podendo custar entre 200 e 300 reais em São Paulo. "A expectativa é tão grande que, ao provar, no primeiro gole você já está fascinado", garante Ribeiro. Tal é o sabor de uma boa história.
1º Lugar Vale Verde
Procedência: Betim, MG
Graduação alcoólica: 40%
Envelhecimento: três anos em carvalho
A campeã é uma cachaça correta em todos os sentidos. É produzida na fazenda Vale Verde que, além de engenho de cachaça, é também um parque ecológico, com visitas guiadas onde se pode conhecer os "segredos" da produção. A aguardente é equilibrada, encorpada e madura. Segundo os produtores, suas técnicas de fermentação e destilação foram baseadas naquelas praticadas na Europa para fabricação de whiskies. Isso proporciona um produto final equilibrado, estável, pronto. Os três anos em tonéis de carvalho explicam a cor dourada e o buquê marcante de madeira. É justamente esse envelhecimento que garante o equilíbrio da bebida, que desce redondinha, sem aspereza. A cana colhida no ponto certo, fruto dos solos calcários da região de Betim, a fermentação nos antigos alambiques de cobre e a criteriosa escolha dos barris de carvalho garantem a cor brilhante e o sabor adocicado persistente. Além disso, a Vale Verde tem a melhor relação custo-benefício: uma garrafa custa, em média, 30 reais.


O Homem Árvore

Um pescador indonésio que sofre de um raro problema genético, consegue tratamento médico.

Dede, atualmente com 35 anos, deixou os médicos perplexos quando verrugas em forma de "raízes" começaram a crescer nos seus braços e pés, após ele cortar o joelho em um acidente na adolescência. As raízes se espalharam por todo o seu corpo, deixando-o incapaz de executar as tarefas mais corriqueiras do dia-dia.

Um especialista americano, voou até sua aldeia, ao sul da capital Jacarta e afirmou ter identificado a causa do problema, e propôs um tratamento que pode transformar sua vida. 

Após apurar o resultado das amostras de sangue, o Dr. Anthony Gaspari da Universidade de Maryland concluiu que a sua angústia é causada pela Human Papilloma Virus (HPV), uma infecção bastante comum que geralmente provoca pequenas verrugas. Porém, o problema de Dede é causado por uma anomalia genética rara, que inibe o seu sistema imunológico, o que
significa que o seu organismo não é capaz de conter as verrugas.

Dr Gaspari, que conheceu o caso através de um documentário do Discovery Channel, acredita que a condição de Dede pode ser totalmente alterada com o uso de doses diárias de uma fórmula sintética de vitamina A, que tem se mostrado extremamente eficaz no combate ao crescimento das verrugas, em casos graves de HPV.

Dr Gaspari ainda concluiu: "Ele não tem um corpo perfeitamente normal, mas as verrugas deverão reduzir de tamanho ao ponto em que ele possa usar as mãos sem problemas".





























Acampamento de luxo

Somente turistas aventureiros estavam dispostos a pagar o preço de dormir em barracas apertadas, sem luxo e sem baneiros para conhecer os lugares mais deslumbrantes da Terra. Entretanto, você que não é dessa trupe, também poderá desfrutar desses locais em barr
acas um tanto luxuosas, que contam com isolamento térmico, banheiro particular e até mesmo um chef de
 cozinha.
Basta escolher o lugar e preparar-se para vislumbrar locai inimagináveis (desde que não importe com dinheiro).


Onde: Parque Nacional do Serengeti, na Tanzânia

Esconderijo na selva: As tendas do Tanzânia Under Canvas (ccafrica.com), que se movem pela planície de acordo com os movimentos migratórios dos animais. Custa a partir de US$ 4.000 duas diárias.

Atração: safáris para observação de leão, leopardo, elefante, zebras, rinocerontes, girafas, antílopes e búfalos.

Curiosidades: Só recentemente a caça de leões foi proibida na reserva ecológica 

Onde: Cambará do Sul (RS), Brasil (a 210 Km de Porto Alegre)

Esconderijo no campo:Parador Casa da Montanha (paradorcasadamontanha.com.br). São 12 barracas térmicas equipadas com sistema de calefação e sacada com banheira de hidromassagem. Duas noites para o casal com pensão completa a partir de R$ 840.

Atração: o canyon de Itaimbezinho, uma fenda de 720 metros de altura, uma das vistas mais deslumbrantes do país. Fica a 8 Km do hotel

Curiosidade: é o único hotel de barracas de luxo do Brasil. Começou como restaurante e evoluiu para hotel.

Four Seasons Tented Camp Golden, na Tailândia(fourseasons.com/goldentriangle)

Preço Pacotes a partir de US$ 4 mil por dois dias

Atração Passeios de elefante, safáris e trilhas por uma das mais concorridas e luxuosas cabanas do planeta



Ecocamp, na Patagônia chilena (ecocamp.travel)

Preço Pacotes a partir de três noites por US$ 1.388

Atração Experimentar a vida nômade em trilhas de quedas glaciais e cavalgadas. As tendas são inspiradas em construções do povo nômade kaweskar, nativo da região. Os dias são longos: das 5h30 às 23 horas

Whitepod, nos Alpes Suíços(whitepod.com)

Preço Diárias a partir de US$ 655

Atração Uma das mais belas vistas dos Alpes.São apenas cinco tendas fincadas em um pico rochoso. Os iglus são aquecidos por fogareiros a lenha. Um chalé de madeira abriga os banheiros e uma sala de leitura com uma pequena biblioteca. É uma espécie de resort exclusivo para a prática de esqui


Longitude 131, na Austrália(longitude131.com.au)

Preço A partir de US$ 2 mil a diária

Atração A mística formação rochosa de Uluru, também conhecida como Ayers Rock, é formada de arenito e impregnada de minerais, que a fazem brilhar ao nascer e pôr do sol. Os turistas exploram suas fendas, poços, cavernas e pinturas antigas



El Capitan Canyon, na Califórnia(elcapitancanyon.com)

Preço De US$ 155 a US$ 795 a estada na barraca, por noite

Atração Caminhar ou pedalar por uma das paisagens mais bonitas do mundo. O descanso acontece em uma das 26 tendas de lona com aquecedor e luz elétrica.



fonte: Revista época